sexta-feira, 11 de maio de 2012

Livre(mente)


Caminhas em bicos de pés,
Dás passos maiores que tu,
Sobes alto,
Corres veloz,
Gritas com as veias no limite,
Sonhas, e falas verdade.
Não te detens,
Desconheces o conceito.

Sabes-te livre
E livremente te sei...
Aqui

Foto: rrescritor.tumblr.com/page5

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Um sorriso alheio


Seguia, mestre nos enlaços dos sentidos, de caminhos alheios.
Acompanhava o rumo dos dias, projectados com minúcia.
Procurava pontos em comum e devolvia-os a despeito.
Sorria a cada descoberta e entregava-as sorrindo.
Ele seguia, mestre dos encontros, desencontros de si
Acomodava-se ao rumo dos dias,
Procurava lugares comuns
Sorria à descoberta
Do que sonhara pra si.
... E devolvia, minuciosamente, um sorriso alheio
no fim. 




Foto: Sompra,  pergunteaofred.blogspot.com

sábado, 6 de março de 2010

No comments

Quando uma imagem vale mais que mil palavras.
Foto: Lausanne - Suiça, Cores em tons de Cinza

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Cores em Mi #M

Não ia colocar nova música hoje, mas nas minhas voltas na net dei de caras com esta Senhora.
Simplesmente fantástico.
Ouçam até ao fim.




(3:22, genial....)

Cores em Mi M

Sons d'outrora


Há cheiros que nos levam
Há canções que no embalam
Há cores que nos marcam
Há sabores que nos matam

De saudade...





Ao João: um dia conhecer-te-ei.

Foto: Mavinga, Cores em Tons de Cinza

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

o espaço


cores em tosn de cinza deseja a todos


um SANTO E FELIZ NATAL





.

domingo, 18 de outubro de 2009

Um sussurro em jeito de adeus.

Sinto-te a falta.
Grita alto
Prometo ficar atento
Respira fundo
Acompanhar-te-ei.
Suspiro.

Partilhamos imagens
Imaginadas apenas.
Mágica, sublime
Estranha forma de amar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Variedades gastronómicas

.
Há mais de 2 meses em Angola, seria imperdoável não ter
provado as iguarias da terra, tão afamadas como o funge, a
kissangua, a carne e peixe secos ou o cabrito.
Dá-nos um ar de retornados e quando damos por nós
estamos a falar nganguela ou umbundu.

Toda esta afeição aos costumes da terra ganham um valor
especial quando somos agraciados com a hospitalidade dos
locais. Num instante nos fazemos num deles.

Na província mais distante de Luanda, a variedade de
ingredientes é limitada e os preços obedecem à imagnação
de cada um (sempre em sentido ascendente).

Dada a duvidosa conservação dos alimentos "frescos"
(ontem comprei uma dúzia de ovos. Nenhum se aproveitou.
Nem um!) somos obrigados a manter uma dieta muito linear.
Massa com conserva, conserva com massa, arroz com conserva,
conserva com arroz, por vezes pão e leite em pó.

Confesso que ao fim de 64 dias me fazia falta algo original
para elevar o momento da refeição a um nível há já muito
desejado. Desde já agradeço a sugestão, do Aerograma - Rösti.
O único senão na sugestão do amigo Afonso é a batata que
escasseia por estes lados, e o queijo que ainda não encontrei
em estado minimamente razoável e a fruta que nem
sempre há e os cogumelos e as passas, que também não
aparecem por aqui.

Faço um apelo aos mais experientes na Angola profunda,
para sugestões gastronómicas que se limitem ao arroz,
massas, azeite, salsichas, atum e pão. (Confesso que carne
seca, peixe seco e funge não me enchem o olho).

Tuna Sakuila
Tuapandula

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

No rasto da Lua


Somos parcos em palavras
Isentas nos sonhos
Risonhos dos dias
Que chegam depois.
Somos cheios nas formas
No toque ausente
Algures presente
Se estamos os dois.
Somos fim de linha
Início da vida
Que em seguida
Se faz tua
Seremos mais,
Tristeza invertida,
Inocência perdida
No rasto da Lua.

Foto: O rasto da Lua, Cores em tons de Cinza

domingo, 23 de agosto de 2009

Nem sempre feliz


A noite dá
E volta a tirar.

O dia termina...
Fim anunciado,
Denunciado
pela sombra nua, fria...
Não queria que fosses...
Mas vais,
Porque o dia finda
E ainda há noite amanhã.
... Ou talvez não.

Afinal,
Tudo tem um fim...


Nem sempre feliz.

Foto: Final feliz, Cores em tons de Cinza

sábado, 22 de agosto de 2009

Mesmo que por uma vez.


À noite tudo muda
Há mais vida... outra.

A noite invade
Num abraço apertado,
Fechado à partida.
Inspira os sentidos
Perdidos
Em lugares comuns.

À noite o sol se apaga
À lembrança dos dias,
Alegrias passadas,
Quebradas em mil partes.

Não partes.
Porque não esqueço...

Mesmo que apenas por uma vez...


Foto: Quase sol, Cores em tons de Cinza

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Engenho e arte

Em terra de cegos
Quem tem um olho
É Rei.

E eu no interior de África
Tenho uma máquida de cabelo...


(Não há direito a foto)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

África, um olhar ao relantim


Em África o tempo corre
Ao sabor do relantim.
O malembo malembo atordoa os sentidos
E baralha a noção de fim.


Em África o céu queima
O chão é fogo
A chuva, bênção

E o frio, mausoléu.


Em África a saudade sufraga
Em sentido ascendente, presente,
Em cada pedaço de chão...

Em cada pedaço de céu.

Foto: Céus, Cores em tons de Cinza

domingo, 16 de agosto de 2009

Cores noutros tons


Menongue, interior de Angola.
Onde quase nada se passa,
Onde quase ninguém vem.

Onde a terra se eleva e se faz lar,
Onde o rio desnuda os infantes e dá uso à força das lavadeiras,
Onde a vista redescobre distâncias e desenha a curvatura da Terra.

Campos amarelos,
Árvores de par em par,
Um sol dos mais belos
E uma lágrima no olhar.

Alguma semelhança com o meu lugar...
é pura coincidência.


Foto: Alénkwebe, Cores em tons de Cinza

sábado, 15 de agosto de 2009

Azul e branco

Existem aos milhares. Atropelam-se diariamente e dão uso à fala que lhes é mais característica.
Em Luanda é impossível não nos cruzarmos com um candongueiro, Hiace (iáce no dialecto local), azul e branco ou vulgo táxi.
O candongueiro, iáce, azul e branco ou táxi é um meio de transporte com capacidade para um número variável de passageiros, frequentemente 12 ou 15.
Este meio de transporte, tão vulgar por estes lados é o melhor para chegar a qualquer lado com a garantia de calor humano por perto (ou por cima), com muita animação, por vezes tv a bordo e som ambiente (aka buzina).
Por fora, os candongueiros impõem respeito. Com uma agilidade feroz (feroz é o termo), fazem frequentemente milagres. inventam espaço, inventam asfalto, inventam regras.
Mas candongueiro é também uma peça de museu (museu é, definitivamente, o termo). Decorados a rigor, os ditos não passam despercebidos e um qualquer novo cliente pode, sem sequer entrar no veículo, cogitar sobre a qualidade do serviço.
Deixo à consideração.
Foto: cúmplice, Cores em tons de Cinza

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quase 2



Quase...
Persegue-me.
Parece ontem...
O olhar...
O toque...
O cheiro...

Porque um dia quase chega
E não custa mais sonhar.



Amo-te





Foto: st, Castelinho (www.olhares.com)

Há coisas que me fazem confusão...



Em Luanda há quase duas semanas.
Entre candongueiros, zumgueiros e cassimbo,
Um facto salta-me à vista.
Aqui, tudo o que mata é mais acessível do que o que nos mantém vivos.
Mais facilmente se atesta o carro, que um garrafão com água.
Mais depressa se compra um volume de tabaco que um quilo de pão.
Mais rapidamente se compra um litro de vinho que um litro de leite.

Não deveria o leite ser bem mais acessivel que o álcool?
O pao mais que cigarros?
A água mais que gasóleo?

Aqui, uma gota de água, leite ou migalha de pão valem o seu peso em ouro.
Estaremos nós certos?
Foto: silêncio inocente, Cores em tons de Cinza

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Luanda, 6 Agosto’09



Em Angola um olhar é esperança…
Para quem vende,
Para quem pede,
Para quem pergunta.
Em Angola um olhar fala,
Num dialecto que todos entendem.
Em Angola aprendo a olhar…
Na esperança de Aprender
O dialecto daqui.




Foto: Ilha de Luanda, Cores em tons de Cinza